
Ben Mendes acusa Cleitinho de traição e chama governador eleito de ‘cavalo de Troia’ bolsonarista
A corrida pela montagem do primeiro escalão do governo estadual em Minas Gerais gerou um forte abalo sísmico na base de apoio do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos). O influenciador e ex-candidato ao Executivo estadual Ben Mendes não poupou palavras ao disparar duras críticas contra o aliado, acusando-o abertamente de estelionato eleitoral e de apunhalar os eleitores conservadores pelas costas.
O estopim para a ruptura pública foi a aproximação e o convite estendido a Gabriel Azevedo (MDB) para integrar a equipe de transição e o futuro secretariado a partir do próximo ano. A escolha gerou forte reatividade devido a posicionamentos passados do emedebista em relação ao bolsonarismo, cenário que inflamou ainda mais os ânimos nas redes sociais.
O peso das alianças e o desgaste com o eleitorado conservador
Para Ben Mendes, a inclusão de nomes com histórico de oposição ferrenha à direita tradicional dentro do novo governo representa uma quebra de confiança imperdoável com aqueles que garantiram a vitória expressiva ainda no primeiro turno. O influenciador argumentou que a postura adotada agora se distancia completamente do discurso propagado durante a disputa eleitoral.
“A diferença é que eu não me coloquei como o cavalo de Troia ou flautista mágico pra ganhar voto de bolsonarista, ser eleito no primeiro turno e na primeira oportunidade meter-lhe uma facada nas costas”, declarou Ben Mendes em vídeo publicado em suas plataformas digitais.
A repercussão imediata colocou em pauta os desafios de governabilidade e a delicada arte de acomodar forças políticas heterogêneas sem implodir a própria base de sustentação popular, um desafio comum em transições de poder no cenário político brasileiro.
- Desgaste na articulação política do governo eleito em Minas Gerais
- Reação de lideranças conservadoras frente à escolha de secretários
- Promessa de oposição declarada de alas da direita durante a gestão
Com o tom de oposição formal já declarado por antigas figuras aliadas, a administração que se inicia em 2027 promete enfrentar forte fiscalização legislativa e cobranças severas quanto à coerência ideológica e à entrega de promessas de campanha.


