Temporal e urnas: Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE para estender votação em estados afetados por chuvas

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POLÍTICA

Temporal e urnas: Campanha de Flávio Bolsonaro aciona TSE para estender votação em estados afetados por chuvas

Defesa do candidato aponta que tempestades, alagamentos e falta de energia comprometeram o acesso de eleitores às seções eleitorais neste domingo de segundo turno.
25/10/2026 17h15 • Atualizado há 10 minutos

Eleitores enfrentam instabilidade no tempo e deslocamento durante o segundo turno das eleições em diversas regiões do país.

Eleitorado enfrenta desafios logísticos e climáticos para comparecer às urnas em zonas afetadas por temporais — Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A corrida eleitoral deste segundo turno ganhou um ingrediente de forte tensão logística e climática. A equipe jurídica responsável pela campanha de Flávio Bolsonaro protocolou junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de caráter urgente para estender em duas horas o período de votação em localidades impactadas por temporais severos, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

De acordo com os advogados da coligação, as condições meteorológicas extremas transformaram o trajeto até as zonas eleitorais em um obstáculo de risco para boa parte da população. O argumento central gira em torno da garantia de que o eleitor não seja penalizado ou forçado a escolher entre a própria integridade física e o exercício da cidadania em um momento decisivo para os rumos do país.

Impactos da instabilidade climática nas seções eleitorais

As chuvas intensas que atingiram diferentes regiões geraram cenários complexos, com ruas bloqueadas por enchentes, queda de árvores e falta de luz em colégios eleitorais estratégicos. Diante desse panorama de vulnerabilidade, a petição busca assegurar que o direito ao voto seja preservado de maneira ampla, compensando os minutos preciosos perdidos com desvios de tráfego e paralisações temporárias no fluxo de transporte.

“Do outro lado da balança está o eleitor que, diante de rua alagada, teria de escolher entre a própria segurança e o voto. A proporcionalidade resolve-se em favor do eleitor”, destacam trechos da petição enviada à corte.

O impacto das intempéries na infraestrutura urbana reacende o debate sobre a resiliência dos serviços públicos durante grandes mobilizações cívicas, exigindo respostas rápidas das autoridades competentes para minimizar os danos à participação popular.

  • Deslocamento comprometido por vias interditadas e alagadas
  • Falta de energia elétrica em pontos de votação estratégicos
  • Necessidade de salvaguardar a segurança do eleitorado sem prejuízo ao pleito

Até o fechamento desta reportagem, a cúpula do TSE avaliava os impactos operacionais do pleito e a viabilidade técnica de acatar a medida excepcional, enquanto eleitores em todo o país aguardam as orientações oficiais sobre o encerramento definitivo das urnas.

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