
Durante a tradicional celebração no Santuário Nacional, o arcebispo de Aparecida, Dom Orlando Brandes, utilizou seu espaço na homilia para erguer a voz contra dois dos maiores desafios enfrentados pelo país: a violência armada e a insegurança alimentar. O religioso enfatizou que a proliferação de armamentos não traz segurança real, mas alimenta um ciclo perigoso de hostilidade que atinge diretamente as famílias mais vulneráveis.
O posicionamento do líder católico ressoa em meio a intensos debates nacionais sobre políticas de segurança pública e o controle de armas. Especialistas apontam que o aumento do acesso a armamentos costuma vir acompanhado de maiores índices de letalidade em conflitos cotidianos. Para Brandes, a verdadeira paz só será alcançada por meio de investimentos maciços em educação, oportunidades de trabalho e justiça social.
Além da pauta do desarmamento, o arcebispo direcionou parte importante de seu discurso para a realidade alarmante da fome e da pobreza extrema. Ele lembrou que milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades severas para garantir a própria sobrevivência diária, o que representa uma chaga moral para a nação. O apelo mobilizou redes de apoio e entidades sociais que atuam no combate à vulnerabilidade.
A Igreja Católica tem mantido um papel histórico na cobrança por políticas públicas voltadas aos mais necessitados. A fala de Dom Orlando reforça a urgência de uma união entre governo, iniciativa privada e sociedade civil para erradicar a miséria, ecoando dados recentes de órgãos de monitoramento socioeconômico sobre a retomada de programas de transferência de renda e assistência alimentar.


