
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, convocou os coordenadores e equipes jurídicas das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do candidato do PL, Flávio Bolsonaro, para uma reunião fechada nesta terça-feira (13), no gabinete da presidência da Corte, em Brasília.
O encontro foi agendado em meio a uma verdadeira enxurrada de processos e liminares que inundaram o tribunal desde o início da disputa do segundo turno nas eleições presidenciais. A tensão escalou após decisões divergentes sobre propagandas e ferramentas de mensagens na internet.
A Guerra de Liminares e o impasse nas redes sociais
A tensão jurídica recente ganhou tração com o embate em torno do canal de mensagens “Exército do Lula”, mantido no WhatsApp pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) e que acumula milhões de seguidores. A coligação de Flávio Bolsonaro acionou o TSE apontando suposta disseminação de conteúdo falso e ataques direcionados.
“O objetivo é alinhar o cumprimento de regras eleitorais nesta disputa de segundo turno, buscando pacificar o ambiente diante da enxurrada de contestações judiciais.”
Após a reclamação, o próprio Nunes Marques determinou a suspensão temporária da ferramenta digital. No entanto, horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reverteu o entendimento e permitiu o retorno das atividades do canal até que o plenário avalie o tema de forma definitiva.
- Mais de 80 processos protocolados logo após o encerramento do primeiro turno.
- Acusações cruzadas de parcialidade e censura entre as coligações rivais.
- Cobrança por maior transparência e equidade nas regras de propaganda digital pelas plataformas de tecnologia.
Com o termômetro político no limite, a cúpula do tribunal espera estabelecer um canal de diálogo direto com os principais atores do pleito para tentar conter excessos e garantir um ambiente de disputa equilibrado até o dia da votação.


