Em meio ao rigoroso período chuvoso que atinge Minas Gerais, a operação dos reservatórios da Cemig assume um papel que vai muito além da geração de energia. Atuando como verdadeiros amortecedores hídricos, essas estruturas são essenciais para evitar que o grande volume de água das cabeceiras chegue de forma avassaladora às comunidades situadas rio abaixo.
O segredo dessa proteção reside no conceito de ‘volume de espera’. Antes mesmo das primeiras tempestades, a companhia reduz o nível de água armazenada para criar espaço. Quando as chuvas intensas chegam, o reservatório ‘segura’ o excesso, liberando-o de forma gradual e controlada, o que evita o transbordamento imediato dos rios em áreas urbanas e rurais.
Gestão Estratégica e Mudanças Climáticas
De acordo com especialistas em recursos hídricos, essa gestão é vital em um cenário de mudanças climáticas, onde eventos extremos de precipitação tornam-se cada vez mais frequentes e imprevisíveis. O monitoramento é feito em tempo real por meio de uma rede de estações meteorológicas e sensores de nível.
“A barragem funciona como uma esponja: ela absorve o impacto da chuva forte e solta a água aos poucos, protegendo quem vive nas margens.”
Além da tecnologia, a comunicação com a Defesa Civil e as prefeituras locais é um pilar do Plano de Ação de Emergência (PAE). O objetivo é garantir que a população seja informada com antecedência sobre qualquer alteração significativa na vazão dos rios.
- Controle de cheias: Redução do pico de vazão durante tempestades.
- Segurança hídrica: Manutenção de estoques de água para o período de seca.
- Proteção de infraestrutura: Evita danos em pontes e estradas.
A Cemig reforça que o trabalho de monitoramento é ininterrupto, ocorrendo 24 horas por dia, 7 dias por semana, integrando dados meteorológicos e de engenharia para garantir a segurança das barragens e das populações vizinhas.
Fonte original: revistatempo.com.br


