Zema e vice são alvo de pedido de investigação por supostos benefícios fiscais a empresário em MG

Arthur Galvão
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POLÍTICA
Deputado Professor Cleiton acionou o Ministério Público para apurar isenções que teriam favorecido negócios de Ricardo Vorcaro, dono do projeto Star Lake.
O deputado estadual Professor Cleiton (PV) protocolou, nesta semana, uma representação junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitando uma investigação detalhada sobre a conduta do governador Romeu Zema e de seu vice, Mateus Simões. O centro da polêmica envolve a concessão de benefícios fiscais a empresas vinculadas ao empresário Ricardo Vorcaro.

 

A denúncia levanta suspeitas de que o governo mineiro teria utilizado a máquina pública para favorecer interesses privados, especificamente em projetos imobiliários e empresariais de grande porte. Vorcaro é o nome por trás do luxuoso projeto Star Lake, localizado em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte.

Entenda as suspeitas de favorecimento

De acordo com o documento enviado ao MP, as isenções e incentivos concedidos não teriam seguido a transparência necessária, levantando dúvidas sobre um possível conflito de interesses. O deputado questiona se a proximidade entre o empresário e a cúpula do governo influenciou decisões que impactam a arrecadação do estado.

“A fiscalização do dinheiro público e da lisura nos processos de isenção fiscal é um dever do Legislativo para garantir que o interesse coletivo prevaleça sobre o individual.”

O caso ocorre em um momento em que Minas Gerais discute o Regime de Recuperação Fiscal e busca equilibrar as contas públicas. Qualquer renúncia de receita, como as isenções fiscais, passa a ser vista com lupa por órgãos de controle e pela oposição.

  • Investigação foca em isenções para o grupo de Ricardo Vorcaro.
  • Deputado aponta possível violação do princípio de impessoalidade.
  • MPMG analisará se houve dano ao erário ou improbidade.

Até o momento, o Palácio Tiradentes mantém a posição de que todos os incentivos fiscais são pautados pela legalidade e pelo fomento ao desenvolvimento econômico regional. O Ministério Público ainda não se manifestou sobre os próximos passos da representação.

Fonte original: VEJA

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