
‘Incompetência?’: Cleitinho rebate Mateus Simões após alerta sobre risco de faltar dinheiro para servidores em MG

O clima esquentou nos bastidores da política mineira logo após o pontapé inicial na transição de governo. O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), usou as redes sociais para subir o tom contra o atual chefe do Executivo estadual, Mateus Simões (PSD). O motivo foi um alerta emitido pela Secretaria de Estado de Fazenda sobre a possibilidade de o estado enfrentar dificuldades financeiras e risco de atraso nos salários dos servidores públicos já em janeiro, primeiro mês da nova gestão.
A polêmica começou durante a primeira reunião oficial para alinhar a troca de comando no estado. Na ocasião, Simões demonstrou forte emoção e abriu o jogo sobre a apreensão em relação à estabilidade financeira e ao futuro de aproximadamente 700 mil servidores estaduais e de suas famílias. Contudo, a manifestação foi interpretada pela equipe do futuro governador como um sinal de alerta desnecessário e uma tentativa de transferir responsabilidades fiscais para a próxima administração.
O embate nas redes sociais e o argumento da Fazenda
Ao ver a repercussão de que o caixa do estado pode não comportar os pagamentos iniciais do ano que vem — cenário agravado por uma previsão de déficit expressiva nas contas públicas para 2027 —, Cleitinho não economizou nas críticas e cobrou explicações diretas do atual aliado de Romeu Zema.
“Espera aí, ele mesmo está alegando sua incompetência? Se janeiro já não tem dinheiro para pagar servidores, quem está governando o estado até dezembro?”, questionou publicamente o governador eleito.
De acordo com levantamentos internos da área econômica, parte significativa dos recursos disponíveis em caixa possui destinação legal vinculada — como repasses obrigatórios para saúde e educação —, o que impede o uso livre desses montantes para cobrir a folha de pagamento do funcionalismo. Para honrar compromissos de fim de ano, como o 13º salário, a gestão atual precisou recorrer a operações financeiras, a exemplo da venda da folha de pagamento ao banco Itaú.
Propostas em conflito e o futuro fiscal de Minas
Outro ponto nevrálgico no centro dessa discussão envolve promessas de campanha de Cleitinho, em especial a intenção de reduzir a alíquota do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Enquanto a equipe do governador eleito defende o alívio tributário para a população, técnicos do governo atual avaliam que mexer na arrecadação sem um corte profundo de despesas pode estrangular ainda mais o fluxo de caixa logo nos primeiros dias de mandato.
- Previsão de luzes amarelas no fluxo de caixa da Secretaria da Fazenda para janeiro.
- Atrito gerado em torno da estabilidade e do pagamento dos 700 mil servidores estaduais.
- Divergências sobre o impacto imediato da redução do IPVA no orçamento de 2027.
Entenda os detalhes sobre a projeção de déficit e o cronograma de transição em Minas Gerais
Enquanto as comissões técnicas tentam desenhar um formato de transição considerado transparente — com reuniões transmitidas pelos canais oficiais —, o embate político evidencia que os desafios econômicos de Minas Gerais exigirão negociações duras antes mesmo da posse oficial em janeiro.
Fonte original: https://redemoinho24.com/ultimas/cleitinho-cobra-mateus-simoes-sobre-falta-de-recursos-para-pagar-servidores-em-janeiro/amp/


